Foto imagem: Juliane Alano
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Dança do Ventre
Quando se ouve falar em "Dança do Ventre", logo vêm à mente a beleza e o erotismo fascinantes que esta arte evoca. No entanto convém lembrar que é no ventre que somos concebidos. Evocando, portanto, o processo de gestação e reprodução, esta região do corpo constitui-se de um conjunto integrado composto de três partes: superior, média e inferior.
A parte superior, o epigástrio, situa-se entre o diafragma e os pares de costelas flutuantes. A parte média, o mesogástrio, se estende dessas costelas até as cristas ilíacas. O baixo ventre, o hipogástrio, abrange toda bacia. O limite superior do ventre é uma estrutura muscular ímpar, assimétrica, o diafragma. O limite inferior é um conjunto de músculos esqueléticos que funcionam como assoalho da pelve. Esses músculos sustentam as vísceras ligando as coxas. No dicionário Aurélio, o verbete "ventre" é definido como toda a parte da frente e das costas, situado entre o tórax e a bacia, onde se encontram os aparelhos digestivo e excretor. Como um todo, o ventre inspira proteção e calor materno.
O que chamamos hoje de "Dança do Ventre", é proveniente de rituais sagrados do antigo Egito. Esta arte está ligada aos ritos de fertilização em honra às divindades femininas que protegiam as águas, as terras, as mães e os filhos. As sacerdotisas apareciam envoltas por véus com os seios nus, símbolos de fertilidade. Seus quadris largos evocavam a imagem de boas parideiras. Seus passos e gestos eram inspirados nos astros, como o Sol, a Lua e as estrelas, bem como na chegada da primavera, na flor de lótus, nas estações de plantio e de colheita.
Os animais sagrados, como a vaca, simbolizada pela deusa Hathor, eram modelos para a mulher egípcia, estimulando os dotes sensuais, artísticos e espirituais. Osíris, também venerado com atributos de animais, principalmente o touro, simbolizava a divindade, o mediador entre vivos e mortos. Ísis também foi cultuada com a cabeça de uma vaca. E era nessa forma que Hathor ara cultuada como a deusa do amor, das artes e da espiritualidade.
Se hoje pode parecer estranho deuses configurados em animais, há seis mil anos A.C. estas representações simbólicas serviam para ensinar parte dos mistérios e mitos de Ísis e Osíris ao povo egípcio. A mitologia egípcia diz que Maat, o princípio do equilíbrio e da harmonia, propôs a Ísis, que renunciasse à sua cabeça humana pela de uma de vaca. Chocada, Ísis recusou, e foi pela mão de seu próprio filho Hórus (filho de Ísis e Osíris: irmãos e amantes) que teve sua cabeça decepada, recebendo a de uma vaca.
O principal centro do culto de Osíris ficava em Abydos. Ali, todos os anos, na época da cheia do rio Nilo, realizava-se um festival que dramatizava o mito diante de milhares de fiéis. Em procissão solene os sacerdotes entravam no templo acompanhados por músicos e dançarinas. Cantava-se e dançava-se os mistérios de Osíris, a quem se atribuía, entre outros atos, ter ensinado a agricultura aos homens.
Sabe-se que essas festividades realizavam-se segundo indicações contidas em hieróglifos, o que garantia assim a repetição do esquema. Desta forma os egípcios fizeram sua primeira notação gráfica da dança através de hieróglifos. É por tudo isso que a "Dança do Ventre" é considerada uma dança sagrada. Ela propicia o contato com as forças divinas, que os egípcios acreditavam estar também nos elementos da natureza: Água, Fogo, Terra e Ar.
Entre as diversas modalidades da "Dança do Ventre", temos a "Dança dos Sete Véus", que simboliza as sete virtudes do homem no nível físico: esperança, fortaleza, prudência, amor, justiça, temperança e fé. Corresponde aos sete chakras principais, às sete maravilhas do mundo, aos sete elementos sagrados, aos sete planetas visíveis, às sete cores do arco-íris. Sua retirada simboliza o desapego, a materialidade e os sete vícios: vaidade, avareza, violência, egoísmo, luxúria, inveja e gula. Já a "Dança dos Nove Véus" representa os nove corpos do homem e o processo da transmutação. Os antigos egípcios acreditavam que o homem possuía nove corpos.
A dança com véu representa a vida, a fertilidade, assim como a morte e o renascimento. Está ligada ao lado oculto e misterioso, às quatro fases lunares e solares. Sua retirada revela o mistério e a gratidão à deusa Ísis. A dança com candelabro representa o equilíbrio entre o Céu e a Terra; a luz, a chama divina que esparge do universo.
A "Dança da Serpente" está ligada ao simbolismo do bem e do mal, o contraste entre o consciente e o inconsciente. Na "Dança da Serpente" o profano e o sagrado são contemplados pela sua beleza. Ela representa a força e o poder de domar as dificuldades da vida e manter o equilíbrio. O encanto das dançarinas serpentes revela a luz aos outros, sem se perderem na sedução do poder.
Entre outras danças ritualísticas, estão a dos punhais, das adagas, do bastão e muito mais...
Após os rituais, as dançarinas sacerdotisas, agradecidas e energizadas pelo contato com a deusa, prosseguem suas vidas como seguidoras da arte sagrada.
A importância do ventre e da região pélvica já estava registrada na pré-história nas cavernas, nas artes, literatura, mitologia, esculturas e pinturas. A "Dança do Ventre" propicia movimentos ondulatórios que massageiam todos os órgãos internos. Além de corrigir a postura, desvios de coluna e deslocamentos da bacia, tem outras inúmeras funções tanto a nível psicológico quanto no lado esotérico espiritual.
Nos últimos tempos a conceituação da "Dança do Ventre" sofreu uma metamorfose. Ligada a espetáculos, quase se desvinculou de seu caráter sagrado.
O resgate de sua verdadeira natureza e sentido vem mostrar que a mulher traz de volta o arquétipo feminino erótico, que durante muito tempo ficou soterrado pela incapacidade dos homens em lidar com o mundo integrado não só pelo poder, mas também pelo amor.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Provérbios Árabes
"Quem ocupa o poder tem metade das pessoas contra si... isto, se ele for justo."
"Deus, que é eterno, faz com que cada um tenha o seu dia."
"Quem estuda e não pratica o que aprendeu é como o homem que lavra e não semeia."
"Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira."
"Adversidades são grandes oportunidades."
"Todo homem é mais parecido com sua época do que com seu pai."
"Come verdes os teus frutos, antes que o ladrão os roube maduros."
"Nunca se justifique, porque os amigos não precisam, os inimigos não acreditam."
"Ele procura mel no traseiro da vespa."
"Mais vale ser cego dos olhos do que do coração."
"Vender e arrepender-se é melhor do que não vender e se arrepender."
"A árvore quando está sendo cortada observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira."
"Alimenta teu cão e ele guardará tua casa; faze jejuar teu gato e ele te comerá os ratos."
"Quem quer ficar bêbado não fica contando os copos."
"Não gaste duas palavras se uma única basta."
"Enquanto não tiveres conhecido o inferno, o paraíso não será bastante bom para ti."
"- Caíste sozinho ou foi o camelo que te arremessou? - Tanto faz: o fato é que eu caí."
"A repetição deixa sua marca até nas pedras."
"Só sacia sua sede quem bebe pela própria mão."
"O mar brigou com o vento e quem virou... foi a barquinha."
"Por causa da rosa, a erva daninha acaba sendo regada."
"Louco é o viajante que quer construir uma casa no caminho."
"Não pressiones demais o covarde que ele vira valente."
"Achaste mel, come o que te basta."
"- Teu moinho gira para a direita ou para a esquerda?, - Sei lá, o importante é que ele me dá farinha!"
"Pela repetição, até o asno aprende."
"Pai dele, alho; mãe, cebola. Como pode ele cheirar bem?"
"É como a peregrinação a Meca: quem diz que é fácil, blasfema; quem diz que é trabalhosa, blasfema."
"- De que filho a senhora gosta mais? - Do pequeno, até que cresça; do ausente, até que volte; do doente, até que sare."
"Fez do lobo o guardião das ovelhas."
"Com a mentira se consegue o almoço, mas não o jantar."
"Não aconselhes o tolo: em qualquer caso ele te culpará depois."
"Se há muitos comandantes, o navio afunda."
"Ele joga a pedra e depois diz: - É o destino."
"Defeito que agrada o sultão, vira virtude."
"Eu já falei que é boi, mas ele insiste em querer ordenhar..."
"Muro baixo, o povo pula."
"Plantamos o "se", nasceu o "eu gostaria"..."
"Não dá trela ao desocupado: ele fará de ti a sua ocupação."
"Janta-o antes que ele te almoce."
"- Corvo, roubar sabão? Para quê? - Roubar é da minha natureza."
"A palavra é o aroma do homem."
"Só a tua unha é capaz de te coçar direito."
"Tema quem não teme a Deus."
"(Tão pobre que...) As formigas saíram da cozinha dele com fome."
"Com um bom conselho, antigamente ganhava-se um camelo; hoje, a inimizade..."
"Não comas o pão servido por alguém que depois irá te lembrar da oferta."
"Cada um tem o seu dia! Ó adversidade, tu também terás o teu!"
"Lar, doce lar..., que escondes todos os meus defeitos!"
"Antes de examinar a casa (para comprar), examina os vizinhos."
"Limpa tua casa, pois não sabes quem baterá à tua porta; lava teu rosto, pois não sabes quem o beijará."
"Um rosto sorridente é melhor até do que a hospitalidade."
"Deus, que é eterno, faz com que cada um tenha o seu dia."
"Quem estuda e não pratica o que aprendeu é como o homem que lavra e não semeia."
"Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira."
"Adversidades são grandes oportunidades."
"Todo homem é mais parecido com sua época do que com seu pai."
"Come verdes os teus frutos, antes que o ladrão os roube maduros."
"Nunca se justifique, porque os amigos não precisam, os inimigos não acreditam."
"Ele procura mel no traseiro da vespa."
"Mais vale ser cego dos olhos do que do coração."
"Vender e arrepender-se é melhor do que não vender e se arrepender."
"A árvore quando está sendo cortada observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira."
"Alimenta teu cão e ele guardará tua casa; faze jejuar teu gato e ele te comerá os ratos."
"Quem quer ficar bêbado não fica contando os copos."
"Não gaste duas palavras se uma única basta."
"Enquanto não tiveres conhecido o inferno, o paraíso não será bastante bom para ti."
"- Caíste sozinho ou foi o camelo que te arremessou? - Tanto faz: o fato é que eu caí."
"A repetição deixa sua marca até nas pedras."
"Só sacia sua sede quem bebe pela própria mão."
"O mar brigou com o vento e quem virou... foi a barquinha."
"Por causa da rosa, a erva daninha acaba sendo regada."
"Louco é o viajante que quer construir uma casa no caminho."
"Não pressiones demais o covarde que ele vira valente."
"Achaste mel, come o que te basta."
"- Teu moinho gira para a direita ou para a esquerda?, - Sei lá, o importante é que ele me dá farinha!"
"Pela repetição, até o asno aprende."
"Pai dele, alho; mãe, cebola. Como pode ele cheirar bem?"
"É como a peregrinação a Meca: quem diz que é fácil, blasfema; quem diz que é trabalhosa, blasfema."
"- De que filho a senhora gosta mais? - Do pequeno, até que cresça; do ausente, até que volte; do doente, até que sare."
"Fez do lobo o guardião das ovelhas."
"Com a mentira se consegue o almoço, mas não o jantar."
"Não aconselhes o tolo: em qualquer caso ele te culpará depois."
"Se há muitos comandantes, o navio afunda."
"Ele joga a pedra e depois diz: - É o destino."
"Defeito que agrada o sultão, vira virtude."
"Eu já falei que é boi, mas ele insiste em querer ordenhar..."
"Muro baixo, o povo pula."
"Plantamos o "se", nasceu o "eu gostaria"..."
"Não dá trela ao desocupado: ele fará de ti a sua ocupação."
"Janta-o antes que ele te almoce."
"- Corvo, roubar sabão? Para quê? - Roubar é da minha natureza."
"A palavra é o aroma do homem."
"Só a tua unha é capaz de te coçar direito."
"Tema quem não teme a Deus."
"(Tão pobre que...) As formigas saíram da cozinha dele com fome."
"Com um bom conselho, antigamente ganhava-se um camelo; hoje, a inimizade..."
"Não comas o pão servido por alguém que depois irá te lembrar da oferta."
"Cada um tem o seu dia! Ó adversidade, tu também terás o teu!"
"Lar, doce lar..., que escondes todos os meus defeitos!"
"Antes de examinar a casa (para comprar), examina os vizinhos."
"Limpa tua casa, pois não sabes quem baterá à tua porta; lava teu rosto, pois não sabes quem o beijará."
"Um rosto sorridente é melhor até do que a hospitalidade."
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Tipos de Véus
O primeiro passo para fazer um véu é decidir acor e o material. Você já pode ter até umlenço de quadril que tem uma cor de que gosta muito ou uma roupa que precisa de um complemento. Os materiais mais comuns para véus são os seguintes, com seus prós e contras:
Chiffon: o tecido mais popular e o melhor para iniciantes. É leve, transparente, encontrado em diversas cores e barato.
*Desvantagens: O chiffon pode ser um pouco leve demais para uma performance solo (no entanto, existem outras qualidades desse tecido que podem ser diferentes).
Cetim: É um tecido que flui bem e também é encontrado em uma ampla gama de cores.
*Desvantagens: Por não ser transparente, o tecido pode bloquear sua visão da platéia e a visão desta em relação a você.
Seda: o melhor para performance solo. A resistência do ar sobre o tecido e maneira como ele parece flutuar dá mais vida à coreografia.
*Desvantagens: o tipo mais grosso de seda requer um maior esforço na hora de movimentar o tecido, fazendo com que você canse mais os braços. Além disso, a seda não é transparente, ainda que seja excelente para realizar os movimentos, como já foi dito. A seda é o tecido mais caro para véus.
Para ter certeza de que um tecido "flui" bem, desenrole alguns metros dele na própria loja em que você pretende comprá-lo. Balance-o, faça algumas algumas ondulações, segurando-o pela ponta. Assim, você vai logo perceber se é o que você está procurando.
O próximo passo é comprar o comprimento certo. A melhor maneira, é medir sua altura e somar a ela cerca de 60-80cm. Então, se você tem 1,60m, por exemplo, deve comprar um tecido com cerca de 2,20m a 2,40m de comprimento. Lembre-se também que as lojas podem ter diferentes tamanhos para a largura do tecido. Se você é baixinha como eu, não exagere na largura, ou você corre o risco de tropeçar o tempo todo na hora de dançar.
Bom, então você tem um tecido lindo na cor que você mais gosta... e agora? Agora está na hora de fazer uma bainha. Calma, não precisa se descabelar se você não sabe costurar. Para isso existem aquelascostureiras maravilhosas que fazem tudo em 5 minutos! Assim você evita que seu véu desfie com facilidade.
Você ainda pode enfeitá-lo, colando ou costurando lantejoulas ou paetês por toda a borda do tecido, se preferir. Mas isso é assunto para um outro post. Por enquanto, divirta-se com o seu véu!
DANÇA DO VENTRE CIGANA
O estilo cigano na Dança do Ventre vem de uma interpretação ampla e liberal das danças ciganas, primeiramente da Turquia, Espanha, dos Balcãs e do Egito. Acredita-se que os ciganos (também chamados de 'romanichéis') são originários do norte da Índia. Estes teriam migrado em direção norte e leste no Oriente Médio e na Europa, desenvolvendo cada vez mais o estilo original de sua dança ao acrescentarem elementos das diferentes culturas com quem tinham contato. Na década de 1960, as dançarinas americanas começaram a incorporar elementos do vestuário, da música e dos passos ciganos às suas apresentações de Dança do Ventre.
Movimentos: o estilo cigano utiliza técnicas e movimentos de dança do ventre, adicionando a eles passos ciganos e do folclore oriental. A dança cigana, aliás, é conhecida por sua paixão, exuberância e energia. As dançarinas ainda utilizam adereços como pandeiros e snujs. Já as saias, tão comuns hoje em dia na dança do ventre cigana, não eram vistas com bons olhos entre as dançarinas no passado.
Roupas: Tecidos pesados em tons opacos são usados em saias volumosas e calças no estilo "harém"; na parte de cima, as dançarinas usam e abusam de blusas e tops decotados e/ou commangas também volumosas. As saias são geralmente onduladas (como no flamenco). Nos quadris, é comum o uso de xales com franjas e de cinturões de metal. Na cabeça, a dançarina ainda pode usar uma espécie de lenço ou adorno.
Música: As canções ciganas mais "puras" e tradicionais são usadas na dança do ventre, porém são mais comuns as músicas que trazem uma mistura de elementos ciganos, turcos, árabes e europeus. Violinos, guitarras e pandeiros são alguns instrumentos bastante comuns também.
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